domingo, 13 de novembro de 2011

Utopia


Perguntaram-me sobre qual era minha utopia. Eis aí minha utopia. Essa foto foi tirada no dia 7 desse mês na capital do Afeganistão, Cabul. Trata-se de um vendedor de balões. E essa é minha utopia. Andar assim, colorindo uma rua de um país que foi devastado pela guerra. É muito, e ao mesmo tempo é pouco, mas é significativo e amplia horizontes.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

É mais fácil ministrar por atacado, em auditórios, gerando a falsa impressão de êxito e eficácia.

É mais fácil administrar coisas, programas, projetos, atividades, orçamentos e agendas.

É mais fácil falar ao telefone com um ouvinte do outro lado do país e orar por atacado, de uma vez só, com óleo sobre cartas de remetentes anônimos.

Já vivi tudo isso noutro tempo...

Difícil mesmo é colocar o pé na lama, ir ao encontro das pessoas - uma de cada vez - para ouvir suas histórias singulares, discernir seus mundos interiores trancados em chaves de defesa.

Difícil é trilhar o caminho desconhecido em busca de respostas que não estão prontas em manuais de aconselhamento.

Difícil é conviver com as contradições dos outros, seus julgamentos injustos, suas neuroses, imaturidade emocional, confusões mentais, ignorância espiritual e vaidades.

Difícil é não ser meramente teórico, abrir a casa em hospitalidade, repartir o pão, depositar uma oferta na conta de um irmão que tem CPF, RG e dívidas.

Difícil é exercitar a disciplina do encontro, da busca do perdão, ser gente em comunidade!

Difícil - mas fascinante!
Difícil - mas relevante!

Essa é a oferta do evangelho da Graça.

É desse modo que escolhi viver hoje e sempre, até aquele dia!


Texto extraído do Livro Outra Espiritualidade, de Ed René Kivitz.
Adaptado por Daniel Raimundo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

No final das contas o nosso grande medo é ser esquecido por alguém que a gente já amou.