terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Não tem preço alguém amar você. Isso é algo realmente impagável. O amor por si só é impagável, mas não é aquela parte sentimental a qual me refiro, é a parte da ATITUDE. A atitude muitas vezes contraria nossa emoção. Muitas vezes agimos de uma forma não correspondente com o que estamos sentindo.
E não confunda sentimento com emoção. São duas coisas distintas. A emoção é a parte da montanha russa! Ela varia muito, é como a diferença entre alegria e felicidade. Alegria é a emoção, e a emoção sempre passa. O sentimento não, ele até demora pra surgir, mas quando surge é muito difícil sufocá-lo, reprimi-lo, eliminá-lo. Procure definir em que se baseiam suas ações, em emoções ou sentimentos. Isso facilita muitas coisas. As emoções podem gerar sentimentos, ou não... Podem ser também uma máscara, para que você fuja do real sentimento.
É isso... Eu acho que a fato de amar alguém faz com que você mude suas atitudes, faz com você QUEIRA mudar suas atitudes, mesmo quando algo dentro de você grita para que você faça algo que fere esse amor, você luta e não faz, isso se traduz a atitude de amar. Talvez o amor envolva um pouco de não deixar a emoção dominar muitas vezes. O amar também envolve o perdão... Ninguém quer perdoar ninguém... Mas o perdão é uma atitude que envolve o amor, envolve o não deixar que a emoção ruim faça com que você não perdoe.
Por isso, volto a repetir, não tem preço alguém amar você. Não tem preço alguém mudar as atitudes dela pra que simplesmente elas façam bem a você, mesmo quando você não mereça. Não tem preço. Não jogue fora essa oportunidade. Mas é necessário disposição, ou ao menos um querer, um querer amar... E esse querer até hoje não descobri de onde vem, porquê ele surge, ele simplesmente é despertado. Talvez pela conquista, atração, convivência, sei lá.
Não despreze o amor, seja de um amigo, de um familiar, de um namorado, sei lá... Mas também AME acima de tudo. Talvez valha a pena, melhor, vale a pena. Não só aceite o amor dos outros, promova o amor. Como o grande mestre já dizia:

"O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.
Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. (...)
Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros." João 15: 12-14 e 17.

Amar é um mandamento. Pois se não fosse as pessoas mergulhariam em seus mundos egoístas buscando sempre seus próprios interesses sem se preocuparem com os outros, e sem abrir mão de seu orgulho. Porque, o Deus, que é amor, se afasta dos orgulhosos(Tiago 4:6), então o orgulho afasta o amor, atitudes egoístas afastam o amor. O amor é o outro, é agir pelo outro quando achamos que o certo é agir pela gente. Ás vezes temos que agir por nós, pois é impossível amar alguém sem amar a si mesmo. Mas cuidado para não se amar demais e quando decidir olhar ao lado não existir ninguém ao seu lado, ou talvez um alguém específico. Amar é um mandamento, é o que equilibra a existência humana. Sem o amor, sem amar, a existência humana perde a sua essência, que é a de ser relacionar com os outros, a de ser feliz, de viver bem uns com outros. E amar é difícil, é muitas vezes não deixar a emoção dominar, para que não se perca o sentimento mais valioso acima de tudo. E Deus é o próprio amor. E o que foge disso certamente não vem Dele.

Eu aprendi isso... não sei se foi na hora certa, mas aprendi. E de algum jeito ou de outro, isso é o que todo ser humano deveria saber, para não comenter besteiras, talvez, ou não se machucar, ou machucar os outros... sei lá... Essa é só minha mísera opinião, pelo menos no meu blog eu devo expressá-la xD
auahuahauhauhau

Não sei de onde vem o querer amar alguém, mas ele surge, e se surge é por uma razão, e se não surge é por uma razão também. Mas talvez a racionalidade não faça tanta parte assim de um sentimento tão nobre.


Paula Evelyn




terça-feira, 22 de dezembro de 2009

mundinho particular

O mundo não é perfeito
E agora?
O que a gente faz?

As pessoas não são perfeitas.
A vida não é um conto de fadas,
e pra falar a verdade, nunca foi,
talvez eu e você que nunca estivemos
em contato com a realidade.

Mas é engraçado notarmos
que muitas pessoas
vivem em seus mundinhos,
acreditam neles
e ainda se dão bem.
Mas acho que esse bem não se refere
a paz de espírito.

Talvez a solução pra isso
seja criar o nosso mundinho particular.
Mas o que devemos colocar nele?
O que você me sugere?

Eu já nem sei direito
o que devo pôr ou tirar.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ela me encontrou, eu tava por aí, num estado emocional tão ruim, me sentindo muito mal... E ela me faz tão bem, ela me faz tão bem, que eu também quero fazer isto por ela :D
Em 2009 eu pude desfrutar de uma amizade verdadeira, que fez com que eu crescesse muito, e com que eu não tivesse mais medo de ser eu mesma independente das circurstâncias. Queria muito te agradecer, e te agradecer de verdade mesmo. Porque esse ano foi horrível pra mim, e eu estando alegre ou triste eu pude contar com vc EM TODOS OS MOMENTOS. Tenho certeza que se você não estivesse na minha vida nesse ano as coisas teriam tomado um rumo não tão agradável. Obrigada por lidar com todas as minhas crises, por facilitar o entendimento que eu tenho de mim mesma, por me amar de verdade, e por demonstrar isso. Obrigada por tomar as minhas dores como suas, e tomar minhas conquistas como suas. Obrigada pelas longas conversas, e pelos conselhos sinceros. Com você eu aprendi a ser eu mesma, e isso ninguém no mundo inteiro nunca teve coragem de me ensinar. Tenho certeza que ainda tenho muito mais coisa para aprender com você, e também tenho certeza que a nossa amizade quem escreveu foi DEUS. Você é como uma irmã pra mim. Você me aturou nos meus piores dias, nas minhas piores crises, e nas minhas maiores alegrias... E tê-la na minha vida pra sempre, será algo inevitável e gratificante. Você tornou minha escuridão algo compreensível, e isso foi fundamental pra que eu saísse dela.
Te amo muito!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mais nada fazer

E quando eu não sei mais o que dizer, minha Clarice Lispector fala por mim:

"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."

Puuuuuuura verrrdadeeeee :D

sábado, 12 de dezembro de 2009

E eu tenho todos os motivos para desistir agora, e seria justificável a minha fraqueza, mas eu não vou fazê-lo, ainda não. Não sei porquê vou continuar, mas vou continuar. Utimamente não tenho sabido muitas coisas, mas apenas sentido ou feito. Talvez seja como a música: "a vida é uma grande ilusão"... Talvez, talvez, talvez... E o que era ideal, perfeito, já não é mais, ou nunca foi, tudo era apenas umas idealização... E nada é perfeito, o que torna a vida um tanto quanto imprevisível.  E nem sei mais ao certo quem eu sou, só sei que estou aqui e agora, e peço que ninguém ponha expectativas em mim, porquê nem eu sei mais aonde eu vou cher, o tanto de tempo que eu vou aguentar... E ver que tudo aquilo que você sempre sonhou não é como você pensou é frustrante, muito frustrante... E ter que mudar a rota da sua vida por causa disso dói mais ainda... E atribuir valor ao que já não tinha mais, e tirar o valor do que se achava valoro gera uma certa confusão mental grande. E o que é realmente certo, errado? Eu não sei, eu realmente não sei... Eu simplesmente faço o que me convém, o que me faz bem, ali na hora, e pronto. E se eu estiver errada, em algum momento eu vou sentir, eu vou saber. Talvez essa seja uma das minhas poucas certezas na vida. E eu quero um novo começo, aqui,e  agora. E eu quero esquecer tudo de ruim que já me aconteceu nessa vida, e a ainda tem me acontecido. Eu quero esquecer, por um fim. E enxergar a beleza das coisas simples, esquecer as futilidades da vida. Porque nessa vida existe pouca coisa que realmente tem valor... E eu não estou insana como andam dizendo. Eu estou apenas me REDEFININDO, e fugindo dos padrões, dos meus e dos seus. É isso. Entenda.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Torre Eiffel


Talvez a Torre Eiffel seja apenas uma torre.


Talvez um dia você vá lá e tudo que irá ver será simplismente o que já viu em fotos.


E talvez nessa hora você irá parar e pensar que talvez muitas coisas na vida sejam simplesmente assim: como são. E que nós colocamos muita expectativa em coisas que simplismente são. Nossas expectativas não mudam a existência de algo, elas geram excitações fisiológicas(como diriam meus amigos psicólogos estruturalistas)em nós, e pronto. Ah... esse negócio de acreditar demais, de nos entregarmos demais, de nos envolvermos demais, gera feridas.

Mas é pior, é bem pior, quando percebermos que o exagero, a necessidade de se criar expectativas, fantasias, de nos envolver demais, quando tudo isso nos parece ser algo enrustido em nosso ser, algo incontrolável, e que por mais que tentemos nos livrar disso, é impossível, é como se toda essa capacidade fosse algo desenhado e posto em nós com todo amor e carinho na nossa criação. É estranho, muito estranho.

Talvez o mistério da vida seja esse se envolver demais, sonhar demais, e lutar para que todas as nossas utopias deixem ser utopias e se tornem fatos e verdades... Mas até que tudo isso se concretize há muito chão para se trilhar, e muita terra para se arar. E muitas feridas para se abrir e se cicatrizar.

Talvez seja esse grande mistério, que produz grandes saberes, o cair e levantar que existe incessantemente em nossas vidas. E essa capacidade de se renovar, de renascer, de perdoar, d esquecer, de se curar, e de poder se entregar outra vez à vida, é algo único que não pode ser desprezado.

"A vida foi me tolhendo, me encolhendo, me podando. E eu renascendo, cada vez com mais força a cada primavera."

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Como lidamos com a dor, ou luto, tragédia, perda...

Sempre quis postar isso aqui, porquê é uma teoria muito boa e evidente em nossas vidas. Quem a criou foi Elisabeth Kubler-Ross.
Ela define cinco estágios da dor:
  1. Negação e isolamento:É quando você tem pensamentos do tipo: "Eu não estou aqui. Isso não está acontecendo”. Geralmente ocorre em seguida à tragédia, perda...
  2. Raiva:.Quando você entra nessa fase você quer descontar suas frustrações diante de sua impotência e fraqueza em ter evitado tal episódio que você simplesmente se irrita com qualquer coisa. E você pensa: “Por quê Deus permitiu isso acontecer?”
  3. Negociação ou Barganha: É quando você tenta desesperadamente obter alguma vantagem daquilo a fim de amenizar os danos ou tentar se consolar. O seu pensamento é : “Eu faço qualquer coisa para mudar as coisas! Só me diga e eu farei”.
  4. Depressão: Esta é bem perigosa e profunda. Quando você passa por isso você não quer que alguém te anime, por que você acha que eles simplemente não vão conseguir. (Talvez seja essa uma razão para as pessoas deboxarem de si mesmas) E o pensamento que você tem quando está nessa fase é: “Nada mais importa de qualquer forma”.
  5. Aceitação: Você saberá quando terá aceitado. O que também não significa dizer que aquilo que você passou não venha te assombrar de vez em quando. E seu pensamento é: “Tudo vai ficar bem”.

Sempre passamos por isso quando perdemos algo, ou alguém, algum relacionamento, ou nos decepcionamos muito com alguém... É natural, é chato. Mas é a vida. É só erguer a cabeça e continuar com a vida.

E tudo fica bem no final.

Algumas coisas eu acrescentei aí ;D

beiiijo ;*

E é como se alguns problemas
grudassem em nós durante a nossa vida,
e nunca se desgarrassem de nossas pernas.
Que sensação horrível.
O mesmo problema, ali, depois de tanto tempo,
voltando à tona.
E só de olhá-lo já bate aquele cansaço,
e aquela agonia de não querê-lo mais,
nunca mais,
e o desespero de não tê-lo resolvido ainda.

Talvez o segredo seja enfrentá-lo de uma forma diferente...
Talvez até mergulhar dentro dele para ver como se é verdadeiramente de dentro.

Mas a verdade, é que estou definitivamente disposta a resolver tudo isso de vez.
E eu desisti de entender,
de entender as coisas, as pessoas...
Pelo menos por um tempo.
Talvez minhas interpretações estejam condenadas a ser errôneas.
E eu espero que isso passe.
E vai passar.
E eu não quero ficar no meio de nada.
E nesse exato momento nem sei mais se quero existir.
Se o existir derivar do pensar... Não quero existir, quero fugir do pensar.
Talvez o pensamento seja uma ilha de fantasia...
Ou talvez alguém ainda não tenha vindo em resgatar da caverna,
para libertar, enfim o meu ato de pensar, fazendo com que ele não mais seja errôneo.

E eu odeio a filosofia, embora esteja filosofando ;P