Talvez a Torre Eiffel seja apenas uma torre.
E talvez nessa hora você irá parar e pensar que talvez muitas coisas na vida sejam simplesmente assim: como são. E que nós colocamos muita expectativa em coisas que simplismente são. Nossas expectativas não mudam a existência de algo, elas geram excitações fisiológicas(como diriam meus amigos psicólogos estruturalistas)em nós, e pronto. Ah... esse negócio de acreditar demais, de nos entregarmos demais, de nos envolvermos demais, gera feridas.
Mas é pior, é bem pior, quando percebermos que o exagero, a necessidade de se criar expectativas, fantasias, de nos envolver demais, quando tudo isso nos parece ser algo enrustido em nosso ser, algo incontrolável, e que por mais que tentemos nos livrar disso, é impossível, é como se toda essa capacidade fosse algo desenhado e posto em nós com todo amor e carinho na nossa criação. É estranho, muito estranho.
Talvez o mistério da vida seja esse se envolver demais, sonhar demais, e lutar para que todas as nossas utopias deixem ser utopias e se tornem fatos e verdades... Mas até que tudo isso se concretize há muito chão para se trilhar, e muita terra para se arar. E muitas feridas para se abrir e se cicatrizar.
Talvez seja esse grande mistério, que produz grandes saberes, o cair e levantar que existe incessantemente em nossas vidas. E essa capacidade de se renovar, de renascer, de perdoar, d esquecer, de se curar, e de poder se entregar outra vez à vida, é algo único que não pode ser desprezado.
"A vida foi me tolhendo, me encolhendo, me podando. E eu renascendo, cada vez com mais força a cada primavera."