pequena evelyn (:
Desabafos e desaforos.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
O amor acontece. Te agarra, te puxa, te prende, te fascina. Te agoniza. Te enche, te surpreende. E parece que o sentido da vida se concatena ali, no fluir desse amor. Duas humanidades se unindo, se mesclando, se fundindo, criando novos sentidos. Se desconstruindo e se mobilizando.
Qual o sentido da vida, se não o amor? Qual o sentido da alegria, se não é pra te ver sorrir? Qual a utilidade dos lábios, se não são para os meus se juntarem aos teus?
Tudo emerge do amor e para o amor.
Até as escuridões da alma encontram liberdade no amar.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Me constrangeu. Simples assim. O seu jeito de me amar me constrangeu. Senti que não merecia e percebi que melhor do que compreender é aceitar. Me ganhou. Me embalou, eu e toda minha confusão, e colocou meus pedaços fragmentados no lugar com uma singeleza até então era desconhecida por mim. Eternizou.
sábado, 8 de março de 2014
Afete-se
Não quero falar sobre coisas inteligentes, nem me preocupar em estabelecer uma linha de raciocínio lógica que seja usada pra manipular quem quer que seja a achar que estou certa. Não quero me cercar de grandezas superficiais. Não quero ser aquela que se agoniza em sua arrogância para mostrar que o mundo lhe deve algo, que a vida tem que lhe pagar com coisas grandiosas. Não quero me ater a luxos momentâneos. O que é bom hoje, talvez não seja amanhã. O assunto que está na boca do povo, amanhã já é passado. A existência se reduz simplesmente a afetar-se diante do mundo e das pessoas, afetar-se diante dos afetos, dos sentimentos, das emoções genuínas. Isso não é piegas, por mais que pareça. Não existe uma balança lógica no mundo, existe sim a balança da criação, da criatividade, da inovação, da ousadia. Libertar a mente é a grande questão. Mas libertar do que? Da gente mesmo, oras. De quem mais seria. Até as regras existenciais que achamos que existem são nós mesmos que criamos e acreditamos nelas. Algumas a gente escuta e acata, não questiona, só segue. E quem disse que há uma ordem estabelecida, uma coerência existencial no universo que guia a balança lógica da vida? Quem disse tudo que você sabe, ou acha que sabe, sobre o que é justo, certo, o que deve e o que não deve acontecer? O passado é louco. Ele passa, mas ao mesmo tempo ele grita com a gente, esperneia, e diz que não pode ter grandes saltos de qualidade de vida assim tão de repente. E se talvez você sempre estivesse no lugar errado, no lugar que não te pertencia, e você acreditou que aquele era seu espaço por direito, quando na verdade tudo isso foi um grande equívoco circunstancial, contextual?! Passamos a vida tentando nos tornar quem nós queremos ser, e quando chegamos perto disso... Putz! O frio na barriga vem, a pressão baixa, e a vista escurece, e sua coordenação motora e psicológica parece ter vida própria. O sucesso é o grande medo. Não o sucesso para as multidões, mas o sucesso subjetivo, só seu, que é seu coração sambando de alegria diante da vida. A vida é uma tela em branco, a gente vai pintando aos poucos, o tempo passa e nossa habilidade de desfrutar da arte aumenta, e as pinceladas se tornam mais suaves e esteticamente agradáveis aos olhos, e ninguém precisa saber, que jaz ali um pintor que mal sabia utilizar cores, ou fazer traços precisos, apenas olha-se a obra e admira-se e conecta-se. As essências não são visíveis aos olhos, mas é incrível como elas conseguem se comunicar e se entrelaçar de uma forma tão precisa e única. A vida é um respirar, puro, que se ramifica pelo corpo. Algumas pessoas só respiram, para sobreviver, outras se observam e valorizam cada mínima resposta que o seu corpo dá. Eu não sei nada sobre as coisas, eu só sei que devo me afetar na vida, porque isso é viver. Não são títulos ou coisas que fazemos, são afetos sentidos, respeitados, valorizados, legitimados, e que não devem ser sufocados pela linha tênue existente entre a busca da felicidade e a covardia.
Até pra ser feliz a gente tem que ter maturidade, autocrítica, bom senso. Temos que aprender a olhar para nós mesmos, reconhecer que não somos perfeitos, saber da autodestrutividade que nos habita, e mesmo assim seguir adiante, não por achar que merecemos a felicidade, mas por entender que ela é uma dádiva. Ela está aí, espalhada, como uma flor, esperando ser colhida. Você escolhe se só a observa no cenário louco que é o mundo, se vislumbra quem consegue alcançá-la, ou se pega pra você, se se apropria, mesmo quando todo o caminho que você trilhou até esse ponto da sua vida grite na sua cabeça que esse não é o momento, que tudo isso é demais pra você, que você não vai dar conta, que você isso ou aquilo... É esquisita essa habilidade do ser humano em complicar o incomplicável. É tão sem sentido. É assustador. É louco. Talvez eu esteja esperando o insight magnífico nesse momento que permita com que essa ambivalência da existência, esse jogo de forças, faça algum sentido.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Hometown Glory
"Round my hometown memories are fresh. Round my hometown, oh, the people I've met. Are the wonders of my world. Are the wonders of my world. Are the wonders of this world. Are the wonders now."
/ " Ao redor da minha cidade natal memórias são frescas. Ao redor da minha cidade natal, oh, as pessoas que eu conheci. São as maravilhas do meu mundo. São as maravilhas do meu mundo. São as maravilhas deste mundo. São as maravilhas agora."
sábado, 19 de outubro de 2013
Entregues ao acaso de um amor sincero, relutante, bravo, esbravejante.
De uma aleatoriedade assombrosa, caótica, singular.
Entregues ao acaso de uma realidade dolorosa, inescrupulosa, fria e ensurdecedora.
A um sentimento avassalador, dominador, desafiante.
Entregues um ao outro, sem garantias físicas e contratuais.
Mas a olhares profundamente cortantes e penetrantes.
Abraços que envolvem uma vida, por mais breve que ela seja.
Planos mirabolantes motivados por um sentimento que podem transcender a realidade e estabelecer uma nova ordem, uma nova coesão subjetiva.
Um risco. Risco dos riscos mais arriscados. Dos mais ousados.
Risco inevitável de ser tomado ao presenciar o sorriso que reluz
todo sentido que pode haver na vida.
Risco imperdoável se for negado de ser vivido.
Entregues ao acaso de viver um caso memorável, eterno em que seja ao menos na memória.
Encontros excepcionais. Que devem florir e fazer da primavera não apenas uma estação. Mas se for só uma estação, ó, que coisa bela!
=)
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