sábado, 19 de outubro de 2013

Entregues ao acaso de um amor sincero, relutante, bravo, esbravejante. De uma aleatoriedade assombrosa, caótica, singular. Entregues ao acaso de uma realidade dolorosa, inescrupulosa, fria e ensurdecedora. A um sentimento avassalador, dominador, desafiante. Entregues um ao outro, sem garantias físicas e contratuais. Mas a olhares profundamente cortantes e penetrantes. Abraços que envolvem uma vida, por mais breve que ela seja. Planos mirabolantes motivados por um sentimento que podem transcender a realidade e estabelecer uma nova ordem, uma nova coesão subjetiva. Um risco. Risco dos riscos mais arriscados. Dos mais ousados. Risco inevitável de ser tomado ao presenciar o sorriso que reluz todo sentido que pode haver na vida. Risco imperdoável se for negado de ser vivido. Entregues ao acaso de viver um caso memorável, eterno em que seja ao menos na memória. Encontros excepcionais. Que devem florir e fazer da primavera não apenas uma estação. Mas se for só uma estação, ó, que coisa bela!
=)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Escolhi minha saúde mental. Manter minha paz. Escolhi que nada vai me abalar. Que eu vou respirar fundo, sentir o ar entrar pelas minhas narinas e viver o amor e a pureza que habitam dentro de mim. Porque eu mereço tudo isso. Não me acovardarei me apegando a covardias alheias. Porque eu acho que tudo que eu procurei durante esses 21 anos foi não ser covarde diante da vida. =]

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Alguém

Alguém que te puxe. Te ponha no chão. Te mostre a direção. Que não te deixe cair. Que tape seus ouvidos quando eles estão ouvindo vozes demais. Pegue seu rosto,  olhe nos seus olhos profundamente e diga: é isso mesmo que você quer? Então vamos lá.  Alguém imperfeito.  Mas que tem uma voz que abre seus olhos e te faz enxergar com mais clareza. Alguém que se pode ser uma pessoa nesse universo todo. Você.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Que louco.

Já pensou, que louco? E se na verdade você poder escolher o que você quiser e não aquele caminho que você acredita que esteja supostamente determinado. E se você ter nascido simplesmente pra ser livre e viver do jeito que te faz feliz? Você não precisa se encontrar, você precisa se criar. Isso mesmo. Criar-se do jeito que você quer, do jeito que você escolher que é melhor pra você. Que louco entender que nada é imposto, que nada está pré-estabelecido e que você pode ser o que você quiser. Quão libertadora e amedrontadora pode ser essa ideia? Que louco poder se criar. Que louco não precisar seguir padrões impostos pela sociedade, família, religião, gênero, raça. QUE LOUCO. Deglutir isso que deve ser difícil. Tem que ter raça pra poder vestir a camisa de ser e se criar a si mesmo. Acho que é por isso que algumas pessoas preferem acreditar que são reféns de sei lá o quê ao invés de irem a luta de si, da sua integração. QUE LOUCO. Que louco não assumir que tudo isso é loucura e fugir da sua própria insanidade que na verdade te faz ser parte do mundo, ser integrado nele, na sua forma peculiar. QUE LOUCO SER LOUCO E FINGIR QUE NÃO SE É.

domingo, 15 de setembro de 2013

Minha tarde de domingo

Você é a minha tarde de domingo preferida, ainda que obsoleta. É meu deitar no sofá assistindo um programa que não me acrescenta tanto, mas que faz minha paz. É meu almoço às 3 da tarde. É meu chamego e meu dengo. É a preguicinha de levantar do sofá e da cama. É meu pudim no finzinho da tarde, é a pegadinha idiota que me faz chorar de rir. É aquela história dramática que o apresentador dramatiza dez vezes mais, pra enfatizar que é possível um final feliz na vida e que quando eu vejo morro de chorar, fico emocionada. É minha vontade de sentir a maresia e ficar ali meia hora sentindo a liberdade do vento sobre o meu rosto. É meu olhar fascinado com a criança que brinca de bola e constrói castelos de areia na praia. É meu dividir água de coco. É minha soneca, mesmo depois de dormir 10 horas. É meu abraço apertado, meu sorriso, meu descanso depois de uma semana turbulenta. E toda simplicidade diante de você se torna grandiosa. E cada domingo me trará sempre mais fascínio pelo vida ao seu lado.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Não é que eu não vou suportar. Eu vou suportar. Mas vai ser doloroso. Mas eu aguento. Já aguentei coisa pior. É só que eu não nasci pra me dar por rendida pra vida, sabe? Eu tenho isso de ir até o final, até a última gota. E isso tem feito com que eu me sinta plena... Mesmo que me leve a lugares que me tragam dor, me sentirei plena. O que é a vida sem a intensidade de se dar a cada momento, absorver e ressignificar o que acontece a nossa volta? Não nasci pra metades, nem pra meio termos. Nasci pra viver. Tenho esperança na vida agora. Não tinha isso antes. Acredito que o que é meu vai me encontrar. Não sei se isso tudo de agora é meu, mas quero desesperadamente que seja.

Sumiço

Aí a pessoa fala pra você sumir da vida dela e tudo que você consegue pensar na hora é: mas meu bem, isso tudo que eu sempre quis na minha vida! Pois é... Vida bandida. Pra alcançar nossos objetivos temos que nos submeter a coisas desagradáveis. Eu AINDA tenho que me submeter a algumas coisas agradáveis, mas que certamente me fazem ter mais resiliência diante dos obstáculos da vida. Que o tempo passe. Que eu consiga me libertar de tudo isso. Mas que enquanto não consigo, que eu aprenda algo de bom com isso tudo e que isso me sirva de alguma coisa no futuro :) Só good vibes from here =)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

E de repente algo me lembra você, e quando volto a tomar consciência de mim estou gargalhando. Você faz isso comigo. Em tudo que diz respeito a nós, aos outros, à vida, ou tudo que de alguma forma na minha mente esteja associado a você. E geralmente tudo de fato está.

Doidos

Talvez a gente seja muito doido mesmo. Doido um pelo outro. E talvez isso ajude bastante a gente no futuro. Porque só eu sendo assim, tão louca por você, que consigo abrir mão do meu orgulho e me entregar a esse amor de um jeito que sincero e profundo que eu jamais pude imaginar.
Hoje fui visitar uma pessoa a trabalho. Enquanto ela me atendia ela deixou o feijão no fogo e simplesmente se esqueceu disso. Quando se deu conta o feijão estava queimado. Não sei se aquela senhora tinha dinheiro pra comprar outro feijão. Ou tempo pra isso até. Não sei. Não sei se vai ter feijão na janta daquela família hoje. Talvez tenha até. Talvez não. Talvez eles nem tenham o costume de jantar. Não sei. Não sei mesmo. Mas é impossível não me atentar a míseros detalhes que permeiam o cotidiano das pessoas. Detalhes que simplesmente podem dar um up na qualidade de vida delas e elas nem percebem isso. Não sei porque as pessoas são assim. Algumas com tão pouco conseguem tirar força das entranhas mal alimentadas e subnutridas muitas vezes e ir à luta, luta pela vida e por si mesmas, rumo a algo inesperado mas que só a ideia de ter uma vida melhor a seduz e se torna incontrolável não lutar por isso. Não sei porque algumas pessoas não possuem nada, nem emprego, nem estudo, nem uma rede social boa, nem vontade de viver. Não sei se alguma coisa dessas meio que puxa as outras. Não sei. Mas é muito estranho isso de as pessoas se posicionarem de força tão diferente, ambas vivendo em condições tão precárias. Não entendo mesmo. E se eu não tivesse nada? Será que eu teria forças pra lutar por uma vida melhor? Às vezes eu acho que sim, mas às vezes acho que não. É o cansaço ao chegar do trabalho e minha necessidade até meio fútil às vezes de dormir 8 horas por dia... E se eu tivesse que dormir 4 horas? E se eu precisasse? E se fosse minha única alternativa diante da vulnerabilidade que me cerca? Eu olho meu irmão... Ele é tão diferente de mim nisso. E teoricamente a gente teve a mesma criação. A gente era pobre, sabe. Mas a gente nunca passou fome, nem nos faltou roupa ou algo do tipo. Com o tempo nossa família meio que ascendeu socialmente, com a valorização dos cargos públicos meus pais lucraram muito. Não sei se isso foi bom ao ponto de me influenciar nesse posicionamento que eu possuo. Penso que tive bom estudo, e isso pode ter favorecido que eu me empoderasse como ser humano. Não sei. Mas olho as pessoas que estudaram comigo e vejo que 90% delas não estão no mesmo caminho que eu. Eu não sei onde eu tô nisso tudo. Acho que eu preciso sofrer com a necessidade do outro pra valorizar o que eu tenho hoje e mobilizar diante da vida. Não sei. Cara, eu não sei. É muito difícil. E pior que eu tô numa fase que preciso decidir muita coisa profissionalmente e começar a me planejar visando, de alguma forma, ter uma garantia de um futuro promissor, mesmo que seja impossível isso. Sou neurótica demais pra não decidir nada e planejar um roteiro na minha cabeça com todas possibilidades de desgraça possíveis e as minhas rotas de fuga delas. Aí que tá. Eu não consigo planejar nada no momento, e eu preciso. Se tudo der errado eu estudo pra concurso. Então tenho que começar agora. Essa é minha mentalidade. Insana até. Mas não tenho forças pra isso, mas preciso ter. Eu não sei de nada. Eu preciso de forças pra me posicionar e lutar pelo que eu quero pra mim. Não quero ser a moça que recebe a ligação que recebeu 50 reais e fica feliz porque de certa forma ela não tinha nem o que comer pra semana. Eu sei que isso não vai acontecer comigo devido às minhas condições socioeconômicas, mas enfim... Não quero ser a moça passiva que espera uma ligação pra conseguir se rastejar diante da vida. Eu preciso de um plano. Eu tenho um plano. Mas não consigo executar. Ele é chato demais. Acho que não aguento ficar na chatice por muito tempo. Talvez seja o medo da chatisse, do desconforto e da saída da zona de conforto que faça as pessoas ficarem inertes e esperarem essas ligações milagrosas. Eu não sei. Não sei porque escrevi isso até. Mas de certa forma me organizo assim. Eu preciso decidir e fazer, mas eu tenho preguiça. Também tenho medo da preguiça ser meu maior fracasso. Não sei se é preguiça. As pessoas me fizeram acreditar que eu sou preguiçosa. Uma pessoa preguiçosa não teria chegado onde eu cheguei, não da forma que eu cheguei. Acho que tenho medo de investir a energia em algo que seja frustrante pra mim no futuro. Mas talvez seja temporário. Amadurecer é chato. A gente tem que decidir as coisas e se arriscar nas nossas escolhas. Tô com um puta medo disso. Mas pelo menos sei quem tá comigo nisso. E tá mesmo, de cabeça, corpo e alma, mais do que eu até. Tem muita gente que acredita em mim mas do que eu mesma. Muita. Isso me assusta. Mas fico feliz também. É bom perceber que as pessoas acreditam na gente. E nesse aspecto específico talvez seja melhor eu ter uma visão distorcida de mim, talvez isso me ajude a me mobilizar. Não sei se vou me mobilizar. Mas não quero acabar como algumas pessoas que vejo por aí. Não julgo elas, sabe? Tem gente que é feliz assim. Não quero ser rica. Só quero ser livre. E talvez isso seja assunto pra outro texto, que esse ficou grande demais.

sábado, 29 de junho de 2013

De repente você acorda, abre os olhos e algo está diferente. Você está diferente. E percebe que a vida é um mar de possibilidades, de encontros e desencontros. E algumas pessoas simplesmente passam pela sua existência conseguem paralisar esse fluxo contínuo de vida e fazer com que você pare e admire as coisas simples e únicas que existem. Mergulhemos nesse mar de possibilidades para que saiamos extasiados de uma vida bem vivida e marcada por pessoas que de alguma forma despertam coisas singulares na nossa existência. Que o coração mande e a razão obedeça, porque nada é pior do que um afeto, desejo, sonho não vivido!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Muito acaso reunido

Aí vem a vida e junta duas pessoas que são como cargas explosivas… E à medida que elas se aproximam é nítido que algo espetacularmente estrondoso irá acontecer. E você fica perplexa. Muito acaso reunido. É de se espantar. Muita energia querendo se encontrar, se misturar, criar uma solução nova. Linda, perfeita, intensa, destrutiva. Necessária. É como se isso estivesse escrito em algum lugar e fosse pra acontecer. É como se nesse exato momento o universo fosse se alinhar e todas as coisas iriam fazer sentido. É demais, é espetacular. Uma erupção de infinito jorrando de mim e de você.

domingo, 16 de junho de 2013

Sinto que estou caminhando pro matadouro, mas não consigo trilhar outro caminho. Já sei como isso tudo vai terminar e já estou sofrendo. Acho que vou deixar você acreditar que consegue me enganar com o simples fato de que quando eu te confronto você sempre responder com um “eu te amo”, ou melhor, não responder. Mas eu não sou boba… Já passei por coisas piores, e o fato de eu me permitir sentir tudo isso de novo não mostra que eu sou boba e que não aprendi nada ainda… Mostra que estou procurando algo que ainda não encontrei, e que eu achei que estava em você, mas não está… E que você tenta me enganar com sua voz doce, suas palavras lindas, mas seu comportamento não muda. Baby, se a vida fosse só palavras eu viveria no País das Maravilhas em eterno êxtase ao invés dessa agonia. E eu só me pergunto como é que eu vim parar aqui de novo em tão pouco tempo.

domingo, 2 de junho de 2013

Delírios Poéticos

Queria deixar claro que esta é a última vez que deixo um delírio poético escapar e ir ao seu encontro. Toda essa história é perigosa demais e eu sempre fujo dos confrontos. Vou guardar pra mim cada laço poético no formato do seu nome, vou divagar pelos caminhos obscuros da minha mente enquanto imagino o teu sorriso. E vou ficar a desfrutar desse delírio em silêncio. Silêncio de nós dois… que pode nos matar, sufocar ou até nos libertar das teias de aranhas que tecem a nossa mente. Não sei. Mas não quero deixar escapar. Não quero que o meu amor te encontre e te penetre. É forte demais. Pode desabar e pode criar. Pode destruir ou conquistar. Mas não pode chegar até a ti. Não agora.

"Meu Bem"

“Meu bem”, Que não é meu Nem nunca será, Pois é tremenda a ilusão De se permitir acreditar Que alguém será de fato de outrem É objetificar e subjugar a subjetividade do outro É desumano. Pois bem. Não és meu. Mas me faz um bem Tão bem Tão intenso Profano. Sagrado Intenso. Pacífico. E esse bem é meu. Acontece em mim. No meu coração, No meu corpo, Sob minha pele. Então és meu, meu bem. ♥

Boa noite

Não sei se posso te incomodar com a minha carência. Que é muita por sinal. Mas que é só de você. Enfim, te amo. E só queria te desejar boa noite. Não pra ser educada, te cativar ou algo assim. Mas só pra garantir que meu último pensamento do dia será algo bom, será você.
Eu tenho medo. Medo do nosso amor, do que ele pode fazer comigo e com você. Medo de eu me perder na sua imensidão e morrer envenenada. Tenho medo. Isso é muito intenso, mais do que tudo que eu já passei na vida, e o pior é que ainda está no começo, germinando… Tenho medo. Medo do que você pode fazer comigo, já que estou nas suas mãos e sinto que é só você mostrar o caminho que eu irei. Tenho medo disso tudo. Medo de ser destrutivo. Muito medo. Estou paralisada de medo. Não consigo me mover. E agora? Você vale a pena, mas eu estou paralisada com a imensidão disso tudo e a proporção que as coisas podem tomar. Eu nem acreditava que isso era possível. Eu não sei o que fazer. Só consigo ficar perplexa.

Me esqueço

Aí eu esqueço de comer. Esqueço de pensar. Esqueço de ser. E só consigo visualizar você quando fecho os olhos.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Eu quero fazer uma greve de fome. Por mim, por toda essa palhaçada. Pela dor que prende minha garganta, e pelo silêncio decorrente dela. Por precisar me calar, por não poder falar, por ter que discordar em silêncio e não querer compactuar com esse jogo sujo. Por estar presa, atada, e ter que fazer parte disso tudo. Por ter que aceitar sem ter que concordar. Por querer me punir por isso tudo. Ah, tempo rei! Venha depressa.
Aí vem a vida e junta duas pessoas que são como cargas explosivas… E à medida que elas se aproximam é nítido que algo espetacularmente estrondoso irá acontecer. E você fica perplexa. Muito acaso reunido. É de se espantar. Muita energia querendo se encontrar, se misturar, criar uma solução nova. Linda, perfeita, intensa, destrutiva. Necessária. É como se isso estivesse escrito em algum lugar e fosse pra acontecer. É como se nesse exato momento o universo fosse se alinhar e todas as coisas iriam fazer sentido. É demais, é espetacular. Uma erupção de infinito jorrando de mim e de você.
A gente aprende a aproveitar cada segundo, sentir sua textura e se deleitar na sua quietude. Porque cada momento é único. A paz de espírito é viciante E poder contemplar tudo isso é um presente.
E dilacera, aperta, mói, amassa, esgana, segura o pulsar e atrapalha a expansão. É a saudade sufocando meu coração. E pesa 100 quilos, fazendo com que eu me arraste para a rotina que me cobra. E me enche de alegria por saber que um dia irei matá-la. E me entristece, pois à medida que eu matá-la ela irá ressurgir novamente. Vai ser assim, sempre. E por mais que doa, só a esperança de um encontro nessa infinitude e acaso que é a vida faz com tudo isso seja demasiado revigorante. Venha, e não vá. Peço sabendo que é impossível que meu pedido seja atendido. Mas peço com fé, e com o gritar do meu coração, que em meio a tudo isso consegue contornar minha racionalidade e transbordar pelo meu corpo, quase que com vontade própria e uma autonomia que até então eu desconhecia. Enfim. Venha e fique. Porque se você se for, eu também irei, por mais que fisicamente eu ainda permaneça aqui. E transcende. Transcende qualquer explicação, qualquer má compreensão. Transcende e basta em si. Completa-se. É todo. Sem complementos. É full. É nós. É eternidade na finitude. Ternura. É puro. Venha e fique. E só.