Eu quero fazer uma greve de fome.
Por mim, por toda essa palhaçada.
Pela dor que prende minha garganta,
e pelo silêncio decorrente dela.
Por precisar me calar,
por não poder falar,
por ter que discordar em silêncio
e não querer compactuar com esse jogo sujo.
Por estar presa, atada, e ter que fazer parte disso tudo.
Por ter que aceitar sem ter que concordar.
Por querer me punir por isso tudo.
Ah, tempo rei!
Venha depressa.