sexta-feira, 10 de maio de 2013
E dilacera, aperta, mói, amassa, esgana, segura o pulsar e atrapalha a expansão.
É a saudade sufocando meu coração.
E pesa 100 quilos, fazendo com que eu me arraste para a rotina que me cobra.
E me enche de alegria por saber que um dia irei matá-la.
E me entristece, pois à medida que eu matá-la ela irá ressurgir novamente.
Vai ser assim, sempre.
E por mais que doa, só a esperança de um encontro nessa infinitude
e acaso que é a vida faz com tudo isso seja demasiado revigorante.
Venha, e não vá. Peço sabendo que é impossível que meu pedido seja atendido. Mas peço com fé, e com o gritar do meu coração, que em meio a tudo isso consegue contornar minha racionalidade e transbordar pelo meu corpo, quase que com vontade própria e uma autonomia que até então eu desconhecia.
Enfim. Venha e fique. Porque se você se for, eu também irei, por mais que fisicamente eu ainda permaneça aqui.
E transcende. Transcende qualquer explicação, qualquer má compreensão. Transcende e basta em si. Completa-se. É todo. Sem complementos. É full. É nós. É eternidade na finitude. Ternura. É puro.
Venha e fique. E só.