sábado, 19 de outubro de 2013

Entregues ao acaso de um amor sincero, relutante, bravo, esbravejante. De uma aleatoriedade assombrosa, caótica, singular. Entregues ao acaso de uma realidade dolorosa, inescrupulosa, fria e ensurdecedora. A um sentimento avassalador, dominador, desafiante. Entregues um ao outro, sem garantias físicas e contratuais. Mas a olhares profundamente cortantes e penetrantes. Abraços que envolvem uma vida, por mais breve que ela seja. Planos mirabolantes motivados por um sentimento que podem transcender a realidade e estabelecer uma nova ordem, uma nova coesão subjetiva. Um risco. Risco dos riscos mais arriscados. Dos mais ousados. Risco inevitável de ser tomado ao presenciar o sorriso que reluz todo sentido que pode haver na vida. Risco imperdoável se for negado de ser vivido. Entregues ao acaso de viver um caso memorável, eterno em que seja ao menos na memória. Encontros excepcionais. Que devem florir e fazer da primavera não apenas uma estação. Mas se for só uma estação, ó, que coisa bela!
=)